June 23rd, 2011 | No Comments »

Acho interessante como algumas pessoas verdadeiramente preocupadas com educação multicultural e aceitação humana em geral às vezes, pelo desejo de ampliar a perspectiva do que é multicultural, desprezam como superficial os hábitos alimentares de um povo.

Embora as complexidades de uma cultura não possam ser totalmente compreendidas simplesmente preparando-se e comendo seus pratos típicos, não podemos ignorar que tais pratos sao uma fantástica fonte de informação se formos mais a fundo. As razões por trás de cada item, a influência que o clima tem sobre o que é produzido ou não em determinada região, o que é considerado sagrado, o que é considerado profano, o que é comido todos os dias e o que é reservado para ocasiões especiais, como aconteceu de cada prato ser preparado da maneira que é preparado, os nomes a eles atribuídos, todos esses aspectos do que comemos em cada cantinho do mundo podem não determinar o caráter de um povo, mas são muito provavelmente determinados pelos mesmos fatores. Tempo seco, comida seca, povo seco. Tempo quente, comida quente, povo quente. Nem sempre tão diretamente ligados, mas conexões podem com frequência ser feitas. Não é interessante que várias culturas do oriente médio usem trigo partido, carneiro, hortelã, iogurte…? Na América do Sul, por alguma razão, os preferidos são o arroz e o feijão, ao lado de carne e verduras. Temperos differentes marcam variações em países ou regiões, mas podemos quase certamente contar com os feijões em vário países da América do Sul.

Percebo uma conexão inegável entre comida, geografia e cultura, e acredito firmemente que é perfeitamente plausível ir fundo nos aspectos mais intrincados da diversidade começando com hábitos e tradições alimentares – contanto que não percamos de vista que estes são caminhos para o entendimento, não toda a cultura em si.

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June 14th, 2011 | 1 Comment »
“Não é o caso simplesmente de que a competitividade de outras nações
é amplificada pela proficiência de seus trabalhadores em uma linguagem
específica, mas sobretudo que sua juventude ganha vantagem competitiva e cognitiva
devido ao seu acesso à habilidade excepcional que acompanha o multilingualismo.”
(Jackson, Kolb, & Wilson, 2011)

 

Uma conversa de casamento incomum…

Mas estimulante mesmo assim. O tio de meu marido me pergunta: “Você não acha que o mundo seria um lugar melhor se todos os países falassem Inglês?”

Embora eu tenha certeza de que sua intenção é me levar a discutir, embarco na viagem com ele – contestando, lógico!

Como se meu desacordo tivesse fundamento no fato de minha primeira língua não ser inglês, ele refaz sua pergunta: “E se o mundo todo falasse português? Ou qualquer língua que seja, mas que todos falassem a mesma. Você não acha que as coisas seriam mais fáceis, que a vida seria mais simples?”

Minha resposta e sinceros pensamentos:

Simples, talvez, mas tão desinteressante! Privada de riqueza seria uma descrição mais própria.

Se eu tivesse que escolher uma coisa para apoiar nesse mundo, eu escolheria a diferença. Sou pró diferença, pró diversidade. Percebo o encontro com a variedade como uma das experiências mais enriquecedores que podemos ter e considero esta uma verdade em qualquer âmbito de ser humano. Até em ciência aprendemos que, quando em contato com o diferente, coisas se alteram: experimente abraçar com mãos mornas um copo de água fria. A água amorna, as mãos resfriam.

Mentes estreitas se ampliam

Mudanças, entretanto, vão além de adaptação ou reconhecimento da diferença. Por anos eu mantive a idéia de que a língua é nossa ferramenta para pensar. Assim, quanto mais línguas aprendemos, mais caminhos podemos usar para construir nossos pensamentos. Lendo este artigo defendendo multilinguismo, dei-me conta de que pesquisadores também apóiam essa idéia: aprender línguas ajuda desenvolvimento cerebral e pessoal para além da instrução e da comunicação, ou seja, multilinguismo nos ajuda a crescer, ampliando a própria habilidade de pensar e ser.

De acordo com os autores, aprender outras línguas também ensina sobre outros costumes, aumentando nossa percepção de nuances dentro de nossa própria cultura. Especialmente em um mundo em constante mudança onde o fondue* está derretendo cada vez mais, e as cores e culturas se misturando, essa sensibilidade é fundamental.

Jackson, A., Kolb, C., & Wilson, J. (2011). “National imperative for language learning” *in* Education Week, January 26,  2011.

*fondue aqui se refere ao dito norte-americano de que os Estados Unidos são o “melting pot”, ou panela de fondue, onde as culturas se misturam como os queijos do fondue.

June 8th, 2011 | No Comments »

A new experience

And then today I was asked to sub in the Life Skills room for 30 minutes because the teacher was late. What a totally different educational world it is! The Life Skills room serves children whose impairments or disabilities impede their participation in regular classrooms, as they require a completely different program – to be more exact, development of life skills rather than informational learning. The environment, the challenges faced by the children, and the type of support needed from the teachers made me remember my Early Childhood days – which are not that far away, but seem to have happened years ago.

I ponder and I wonder

As I interacted with children who needed constant reminding of not tossing toys, of asking before yanking something out of someone else’s hand, and of staying in the classroom, I pondered what the goals were for each one of those students. I also wondered how the teachers determine how far they can go, how much they can learn. But, above all, it dawned on me that this is one of my weaknesses: this level of difficulty – the lack of evolution or the extremely slow pace of development – could paralyze me as an educator. As I became involved with one of the children, taking the time to establish a rapport and be extremely attentive to capture any response I might get, I suspected some of those students could not make that type of connection.

Give and take x Give and give

I am thankful for the gifted teachers who find their call to teach such children, and I admire them immensely. My inspiration for teaching day after day, for waking up early, working over hours and dedicating my personal time to planning is fed by children’s response to my effort. I need something back from my students so I can gauge my progress and determine the next course of action. I cannot imagine what it would be like to work this hard not having this response. Maybe these teachers are more altruistic than I am, and they are able to give. Just give.

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