April 21st, 2013 | No Comments »

Intenções e realidade

Quando eu engravidei, achei que iria escrever durante todo o processo. Eu estava empolgada, emocionada, nervosa, e pensei que a experiencia pela qual eu iria passar seria digna de processar por meio da escrita, como eu tenho a tendência de fazer com experiencias importantes em minha vida.

Aconteceu que a vida se tornou incrivelmente agitada e me impediu de fazê-lo. Primeiro, me designaram uma nova posição no distrito: professora de 2a série. A adaptação requerida por este trabalho nao se resumiu ao fato de eu ter dois grupos de 25 alunos, ensinar em espanhol e as responsabilidades que acompanham a professora de sala. Sendo em uma nova escola, esta posicao aumentou minha viagem em 15 minutos, e passei a dirigir 1 hora para ir e 1 hora para voltar. Por esse e outros fatores, decidimos nos mudar para uma cidadezinha menor e mais perto do meu trabalho, decisao que exigiu tempo para procurar uma casa que atendesse a nossas novas necessidades. Uma vez estabelecidos na nova casa, atividades relacionadas ao bebê começaram a se acumular: consultas, aulas, preparação do quarto, lista de chá de bebê…

Tornar-se mãe

Acontece que eu vivi esses 9 meses com os altos e baixos de estar grávida, mas sem tempo para organizar meus sentimentos e idéias por escrito. Teria valido a pena, uma vez que agora não me lembro claramente de detalhes das experiências intensas que tive. Queria tanto poder! Essas experiências são parte da mãe em que estou me transformando, assim como da esposa e professora e tudo o mais em que me tornarei. Ontem, conversando com minha mãe, ela soltou uma de suas sábias frases: “Você não vai se tornar mãe quando o nenê nascer. Você se tornou mãe no momento que acolheu esse nenê dentro de você.” TÃO verdade, isso! A experiência compartilhada, todas as mudanças, as sensações estranhas, os acessos de riso e também os de choro, os ligamentos estirando e a barriga crescendo… Uma relação tão intensa se desenvolvendo! E tão maravilhosa também!

O foco

Uma das percepções mais importantes que eu tive foi que estar grávida não é sempre confortável, mas estar suficientemente empolgada com a gravidez voltou meu foco para as razões por trás do desconforto e me levou a entendê-lo como parte de nosso desenvolvimento – meu e do bebê – em vez de manter minha atenção em meu próprio corpo e em minha própria pessoa.

Depois de passar por tudo isso, e depois de todas as aulas e conversas, espero que o parto também me permita focar no processo e no meu menininho vindo compartilhar o mundo conosco em vez de prestar atenção no que fará meu corpo sentir.

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April 21st, 2013 | 1 Comment »

Intentions and reality

When I first got pregnant, I thought I was going to blog every step of the way. I was excited, thrilled, nervous, and I thought it was an experience worth processing through writing, as I often do with powerful experiences in my life.

It so happened that life became incredibly busy. First, I got a new position as a classroom teacher, which posed a series of challenges as I adapted to what it meant to have two groups of 25 students every day and the responsibility that comes with the job. With the new position being in a different school, my commute went from 45 minutes to 1 hour each way, then, because of that and other factors, we decided to move closer to my work, out of the big city and into a smaller country town, which required of us time to search for a home that would accommodate our new needs. Once we settled, the baby-related stuff began to pile up: appointments, classes, shower lists, nursery preparation…

Becoming a mom

Turns out I have lived these 9 months with all the ups and downs of being pregnant, but not having much time to sort through it in writing. It would have been worth it, as I now cannot remember clearly the details of the powerful experiences I had. I really wish I could. They are part of the mom I am becoming, as well as the wife and teacher and everything else I am turning into.

Yesterday, talking to my mom, she said one of her wise sentences: “You do not become a mother when you give birth. You become a mother the moment you embrace growing that little baby inside your body.” That is SO true! The shared experience, all the changes, the foreign stuff that we feel, the laugh surges and the tear ones, the pulling of ligaments and the growing belly… Such an intense relationship developing! Such a marvelous one, too!

The focus

One of the most amazing things I have realized was that being pregnant is not always comfortable, but being excited enough about it made me focus on the reasons for the discomfort and led me to embrace it as part of our development – mine and the baby’s – rather than keep my attention on my own body and self.

After living through it, and after all the classes and the conversations I hope giving birth will also allow me to focus on the process and on my little boy coming to share the outside world with us rather than what it will make my body feel.

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